20 anos de escola

“Quanto mais conhecemos, mais amamos”
(Leonardo da Vinci)

A escola, como despertador de consciências, como instituição capaz de modelar e formar homens e mulheres, que se pretendem cada vez mais atentos, críticos, responsáveis, inovadores e participativos na defesa das suas convicções, dos seus princípios e valores no meio social em que se inserem, empenhou-se, durante os vinte anos transactos, entusiástica e fervorosamente, no cumprimento dessa missão, ou seja, propiciou e desenvolveu a interacção com a comunidade educativa, valorizando sempre as suas opiniões, as suas ideias e as suas reflexões sobre matérias tão diversas, como educação, ambiente, juventude, política, economia, cultura, lazer, etc.

A escola procurou, assim, assumir-se como um instrumento de granjeio e de propagação de valores como autonomia, iniciativa, liberdade, responsabilidade, humanismo e respeito, tendo sempre no horizonte consciência que «em educação vale mais procurar sem achar que achar sem procurar».

Para almejar estes valores, a escola, ao longo destes vinte anos, não se poupou a esforços para que “a visão de educar cidadãos do mundo” se concretizasse e, nesse sentido, todos os desafios, mesmo os mais difíceis, ano após ano, tiveram sempre, pela frente, uma comunidade educativa (professores, alunos, encarregados de Educação e outros cidadãos) apta a enfrentá-los com destreza, audácia, voluntariedade e inteligência, pois, tal como dizia Albert Einstein, tiveram sempre em mente que tudo o que se aprende na escola é trabalho de muitas gerações, por isso, receberam essa herança, honraram-na e acrescentaram-lhe património para que, um dia, fielmente, a depositem nas mãos dos filhos e, deste modo, a escola prossiga o seu verdadeiro rumo, o qual, a par do conhecimento, deve acrescentar-lhe as palavras sábias e humanas de Paulo Freire:  “Escola é...O lugar onde se faz amigos. Não se trata só de prédios, sala, quadros, programas, horários, conceitos...Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima. O director é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de ilha cercada de gente por todos os lados’. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizades a ninguém, nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’! Ora, é lógico...Numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz!”

O Diretor,

José Manuel Ramos Magalhães